Ecossistema de violência

Nesta edição, reuni algumas sugestões da equipe e de nossa comunidade sobre veículos, páginas e influenciadores que falem sobre gênero nas redes sociais, onde acontece parte do debate público.

Bom dia, pessoal. Alexandre Orrico por aqui, editor do Garimpo e diretor editorial do Núcleo. Você deve ter visto que o Brasil registrou um novo recorde de feminicídios em 2025, marcando o maior número de casos desde a tipificação do crime em 2015. São quatro mortes por dia.

Jornais e sites de notícia são atualizados todos os dias com novas ocorrências, enquanto as redes completam o ecossistema de violência com publicações redpill e trends misóginas como a que viralizou no final de semana, na qual usuários simulam agressões e até disparos caso a companheira negue pedidos de namoro ou casamento. Fizemos reportagem sobre lá no site do Núcleo. O TikTok removeu os links do ar logo depois de publicada a matéria.

Nesta edição, reuni algumas sugestões da equipe e de nossa comunidade sobre veículos, páginas e influenciadores que falem sobre gênero nas redes sociais, onde acontece parte do debate público.

Muitos desses projetos também funcionam de forma independente e aceitam assinaturas ou apoio financeiro para projetos além do digital. Em vários casos, esse dinheiro é usado para manter iniciativas que produzem informação, acolhimento e campanhas que tentam enfrentar e reduzir o ecossistema de violência que prospera nessas mesmas plataformas.

🚨Cadê minha edição de segunda?
Realmente, não houve edição nesta segunda. Culpa do editor. Estamos com muitos projetos correndo ao mesmo tempo e não bolamos um plano de contingência caso eu precisasse me ausentar na segunda-feira. Acabamos ficando sem Garimpo. É raro, mas acontece, afinal somos humanos, costurando informação e gerando impacto para humanos.
Agradecemos a paciência neste momento de mudanças!

Gênero e Número

Veículo jornalístico especializado na cobertura de desigualdades de gênero por meio de análises de dados, entrevistas e visualizações. [Rodolfo Almeida]

Hana Khalil

Influenciadora que trata de sexualidade, amor e relacionamentos, com olhar crítico para as violências de gênero. [Rodolfo Almeida]

Cecília Oliveira

Jornalista investigativa especializada em segurança pública e violência. Trata da temática da violência contra a mulher com análises do contexto de segurança do Brasil. [Rodolfo Almeida]

AzMina

Jornalismo independente e feminista, fonte importante pra acompanhar discussões sobre gênero com dados e informações confiáveis. [Jade Drummond]

Lela Brandão

Influencer, podcaster e dona de uma marca de roupa, fala sobre vários assuntos interessantes para mulheres (cansadas). [Jade Drummond]

Obvious

Página e podcast que aborda diversos temas que atravessam a vida feminina. [Jade Drummont]

Feminist [em inglês]

Página com diversos conteúdos sobre gênero e feminismo ao redor do mundo. Costumam fazer collab com outras páginas, então é legal pra conhecer outros perfis também. [Jade Drummond]

Jameelajamil [em inglês]

Atriz e escritora, aborda bastante a questão de pressão estética feminina. [Jade Drummond]

Milly Lacombe

Jornalista, escritora, cronista e roteirista. Em todos os vídeos dela, o feminismo é uma questão central. [Milena Giacomini]

Valeska Zanello

Pesquisadora na área de Saúde Mental e Gênero (PCL/UnB). [Lucas Orfei, NucleoHub]

👾
O papo segue no NucleoHub, nossa comunidade no Discord. Lá você encontra nossa equipe, leitores do Núcleo e outros entusiastas.
Vem conversar com a gente!


( ͡ಠ ʖ̯ ͡ಠ)

VIMOS POR AÍ

'Regret Nothing'
Globo, CNN e outros sites foram rápidos em conectar a frase regret nothing, estampada na camiseta que Vitor Hugo de Oliveira Simonin, um dos acusados de estupro coletivo no Rio, com o coach redpill Andrew Tate. Apesar da camiseta obviamente ter escolhida de propósito, gente que está por dentro do tema não encontrou evidências dessa conexão.

A jornalista Marie Declercq disse não ter encontrado essa citação de Andrew Tate nem conseguido fazer o link da frase com o movimento da machosfera. Francine Oliveira, mestre em Teoria Crítica, disse que é desinformação o que está circulando e que a associação tira a responsabilidade do jovem, como se ele fosse controlado por uma força maior. Sobrou até para a tradução livre feita pelo Globo.

Filosofia e IA, as novas armas dos redpill no YouTube
Investigação do Núcleo mapeou mais de 20 canais que utilizam inteligência artificial e o conceito de estoicismo para criar uma fábrica de conteúdos misóginos, sintéticos e monetizados pela plataforma

Enquanto isso, no mundinho literário...
Há alguns dias, em entrevista para a Folha de S.Paulo, o "queridinho" do momento, Édouard Louis reacendeu uma antiga treta do mundo literário ao declarar que "[Elena] Ferrante está fazendo romance para adolescentes". O escritor francês meteu essa™ ao ser questionado sobre a opinião dada pela acadêmica Aurora Fornoni Bernadini de que "Itamar, Ernaux e Ferrante são interessantes, mas não literatura".

👀
Quem é quem?
📖 Annie Ernaux é uma premiada escritora francesa de 85 anos, autora de obras como "Os anos" (2008) e "O acontecimento (2000).
📖 Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora italiana cuja identidade é mantida em segredo. Autora de 8 livros, entre eles a tetralogia napolitana "A Amiga Genial" (2011) que, inclusive, virou série.
📖 Édouard Louis é um escritor francês de 30 anos, autor de livros como "O fim de Eddy" (2014) e "Mudar: Método" (2024).

Louis coloca mais água no feijão das polêmicas literárias. Fãs de Ferrante o compararam com o esquerdomacho da tetralogia napolitana, Nino Sarratore, e questionaram o comum desprezo vindo de homens a obras que narram a complexidade feminina. O influenciador literário Bookster publicou uma foto jantando com Édouard Louis, apesar de afirmar não concordar com a declaração do escritor. Teve gente que achou a polêmica fubanga, enquanto outros... Quer saber minha opinião? RECEBA! [Milena Giacomini]


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MOSAICO


Roblox Is Minting Teen Millionaires (Bloomberg)

Um jovem de 19 anos recebe simplesmente a bagatela de US$400.000 por mês por um jogo simples, mas com mais de 140 milhões de usuários, que criou na plataforma Roblox. A Bloomberg conversou ao todo com seis s desses jovens e ricos desenvolvedores do Roblox falaram esses milionários mirins sobre vida profissional e decisões que geralmente são tomadas bem mais tarde na vida. [Alexandre Orrico]

Opting Out
Why the fantasy of disconnection is shaping culture, media, and the brands that want to matter.

A distopia da ficção pode ser uma lente para entender os anseios mais profundos da nossa sociedade. Nas narrativas atuais, o novo espírito é a desconexão como forma de auto-preservação. Sem energia para metabolizar e processar nossas experiências, emoções, e consciência, a ideia de abrir mão da nossa individualidade cognitiva (simplesmente parar de pensar e sentir) parece ser um bálsamo, diante do caos social em que vivemos. [Ana Carol Branco]

Meta acquires Moltbook, the AI agent social network
The viral social network project was created with OpenClaw.

Nada é tão ruim que não possa piorar: a Meta comprou o Moltbook, rede social para IAs que é um antro de conteúdo lixoso. [Alexandre Orrico]

YouTube expands AI deepfake detection to politicians, government officials, and journalists | TechCrunch
YouTube’s AI deepfake detection tool is becoming available to politicians, journalists, and officials, letting them flag unauthorized likenesses for removal.

O YouTube anunciou que a ferramenta que detecta conteúdo gerado por IA sem autorização agora está disponível para jornalistas e políticos. O objetivo, segundo a plataforma, é a "integridade do debate público". Após uma solicitação ser feita, o YouTube checa e decide se o conteúdo viola ou não sua política de privacidade. [Sofia Costa]


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DUMP DO EDITOR



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